Serviço de Quarto
“Aqui está seu pedido Dr. Navarro.”
Ele entra no meu quarto, e apóia o balde de gelo e as garrafas na mesa.
“Não foi fácil encontrar a esta hora da madrugada, num lugar distante como este...”
“A sorte foi que conheço o porteiro de uma boate aqui perto, e ele me vendeu as garrafas.”
“Bem, foi mais caro é claro, usei quase todo o dinheiro que o Doutor havia me dado.”
(...)
“Neste hotel fazemos questão de primar pela excelência do serviço, por isso vou abrir a primeira garrafa e servi-lo.”
Ele faz o que diz. Serve um copo com duas pedras de gelo e me entrega.
“Oh, espero que o número de pedras de gelo esteja de acordo, devia ter lhe perguntado antes de servir...”
Está excelente.
O rapaz fica parado na minha frente me olhando com um sorriso estúpido estampado no rosto, na certa esperando a gorjeta. Dou o primeiro gole no drink olhando para ele. Percebo que tem cílios grandes, gosto de homens com cílios grandes, também tem os traços delicados, embora sua estrutura óssea do rosto seja bem viril, estilo aqueles atores de filmes antigos, sua pele é fina e coberta de sardas, olhos castanhos escuros, boca bem desenhada.
Posso sentir o arrepio na espinha, a temperatura se alterando, o coração começa a acelerar. Poderia dar um soco neste cara-de-pau, e amassar esse sorrisinho ridículo. Segurar forte seu pescocinho de moça, apertando até ele quase não poder mais respirar, batendo sua cabeça contra a parede. Por fim destroncaria seu pescoço como se faz com frangos aos domingos, amarraria o infeliz de ponta cabeça bem no centro do quarto e deixaria seu sangue escorrendo.
Mas não seria inteligente cometer um crime tão explícito, num quarto de hotel, ainda mais onde me hospedei.
Expire esse ar, renove por outro.
Agora pode ir, agradeço pelas garrafas e pelo gelo, mas da próxima vez seja mais inteligente e consiga por um preço melhor, assim terá sua gorjeta.
O rapaz sai desconcertado. A porta se fecha.
A brisa quente da madrugada invade o quarto.
Na maleta uma cartela de comprimidos, dois para dormir.
Ele entra no meu quarto, e apóia o balde de gelo e as garrafas na mesa.
“Não foi fácil encontrar a esta hora da madrugada, num lugar distante como este...”
“A sorte foi que conheço o porteiro de uma boate aqui perto, e ele me vendeu as garrafas.”
“Bem, foi mais caro é claro, usei quase todo o dinheiro que o Doutor havia me dado.”
(...)
“Neste hotel fazemos questão de primar pela excelência do serviço, por isso vou abrir a primeira garrafa e servi-lo.”
Ele faz o que diz. Serve um copo com duas pedras de gelo e me entrega.
“Oh, espero que o número de pedras de gelo esteja de acordo, devia ter lhe perguntado antes de servir...”
Está excelente.
O rapaz fica parado na minha frente me olhando com um sorriso estúpido estampado no rosto, na certa esperando a gorjeta. Dou o primeiro gole no drink olhando para ele. Percebo que tem cílios grandes, gosto de homens com cílios grandes, também tem os traços delicados, embora sua estrutura óssea do rosto seja bem viril, estilo aqueles atores de filmes antigos, sua pele é fina e coberta de sardas, olhos castanhos escuros, boca bem desenhada.
Posso sentir o arrepio na espinha, a temperatura se alterando, o coração começa a acelerar. Poderia dar um soco neste cara-de-pau, e amassar esse sorrisinho ridículo. Segurar forte seu pescocinho de moça, apertando até ele quase não poder mais respirar, batendo sua cabeça contra a parede. Por fim destroncaria seu pescoço como se faz com frangos aos domingos, amarraria o infeliz de ponta cabeça bem no centro do quarto e deixaria seu sangue escorrendo.
Mas não seria inteligente cometer um crime tão explícito, num quarto de hotel, ainda mais onde me hospedei.
Expire esse ar, renove por outro.
Agora pode ir, agradeço pelas garrafas e pelo gelo, mas da próxima vez seja mais inteligente e consiga por um preço melhor, assim terá sua gorjeta.
O rapaz sai desconcertado. A porta se fecha.
A brisa quente da madrugada invade o quarto.
Na maleta uma cartela de comprimidos, dois para dormir.

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